sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cultura na Infância

Lançamento do livro 'Oficina na Diversidade' em São Paulo, no sábado (dia 13)

O Ministério de Cultura por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, em parceria com a Fundação Orsa e a Rede Cultura Infância realizará o lançamento da publicação Oficina Brincando na Diversidade – Cultura na Infância, no dia 13 de junho, às 10h30, no Itaú Cultural, em São Paulo. Estarão presentes na cerimônia o secretário da SID/MinC, Américo Córdula, e o gerente Marcelo Manzatti.

O livro é fruto do encontro realizado entre 17 e 19 de outubro de 2008, no SESC Vila Mariana, em São Paulo. Durante três dias um grupo de 60 pessoas de diversas segmentos culturais como teatro, música, dança, circo, arte-educação, livro e leitura, audiovisual, internet, jogos e brincadeiras, espaços lúdicos e saúde, além de gestores das secretarias de Articulação Institucional, do Audiovisual, de Cidadania Cultural e da Representação Regional do MinC do Nordeste e de São Paulo, debateu questões envolvendo os seguintes eixos: fomento, comunicação e memória.

O conteúdo do Oficina Brincando na Diversidade – Cultura na Infância irá contribuir para estimular a participação de outros interessados e para aprofundar o debate e a construção de uma política pública por meio da qual poderemos fortalecer e valorizar a identidade da infância brasileira e sua inserção no contexto da nossa diversidade cultural.

O evento será realizado na Sala Vermelha do Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 - próximo à estação do metrô Brigadeiro do Metrô). Telefone: (11) 2168-1700.

Mais informações: (61) 3316-2129, na SID/MinC.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O circo: mais incremento

As brincadeiras circenses sâo bastante apreciadas pela turma que continua solicitando desdobramentos e introdução de novas manobras físicas, com malabares e com outros equipamentos. Em razão disso visitou o projeto o Deri que comprometeu-se na elaboração de um projeto para ser colocado em ação, a partir do mês de julho.

Novo lance de intercâmbio cultural

No dia 3 de junho o Pontinho foi visitado por Janaína, responsável pela abertura do escritório do ABIC (Associação brasileira de intercâmbio cultural), com a finalidade de conhecer o projeto, acenando com a possibilidade de recrutar voluntários estrangeiros para cooperarem no desenvolvimento de algumas atividades no próximo ano, quando se aguarda que Deixa o Menino Brincar continue com fôlego para atuar.

mais um perfil...

1 -QUAL É O SEU NOME E APELIDO?
R= Mayara, Olho Vivo

2 -O QUE VOCÊ MAIS GOSTA E MENOS GOSTA NO PROJETO?
R=Gosto de aprender outras coisas além da capoeira e o que eu menos gosto são as intrigas que tem por aqui.

3- ATRAVES DE QUEM VOCÊ CONHECEU O PROJETO?
R=Através da escola .

4-QUEM MAIS TE INCENTIVOU QUANDO VOCÊ COMEÇOU A TREINAR?
R=Meus amigos.

5-VOCÊ ESTA GOSTANDO DO NOVO PROJETO? PORQUE?
R=Estou achando legal, porque mudou muitas coisas como o blog, A TV CAPOEIRA, etc.

6-E O BLOG VOCÊ ACHA INTERESSANTE?
R=Sim, muito interessante.

7-QUAL A SUA IDADE ? E COM QUANTOS ANOS VOCÊ COMEÇOU A TREINAR CAPOEIRA?
R=Eu tenho 14 anos, comecei a treinar com 10 anos.

8-QUAL PARTE VOCÊ MAIS GOSTA DA CAPOEIRA?
R=O treino.

9-ANTES DE VOCÊ CONHECER O PROJETO, VOCÊ JA PENSOU ALGUMA VEZ EM FAZER CAPOEIRA?
R=Não.

terça-feira, 9 de junho de 2009

sexta feira bamba, 5 de junho

Aula de inglês

Pouca gente presente. Bem pouca. Algumas razões dadas para a explicar a evasão, pois no primeiro dia tanta gente freqüentou.

  1. As chuvas que caíram durante o dia;
  2. Alguns se esqueceram;
  3. Alguns se empolgaram com a novidade e depois esmoreceram
  4. Uma avó que cria três dos alunos impediu os mesmos de comparecerem com um bom argumento: seus netos estavam com dedicação excessiva à capoeira (freqüentando-a durante as tardes e as noites) e em conseqüência, estavam sempre acordando cansados para ir para a escola no outro dia. Com sabedoria nos alertou pra não estarmos proporcionando brincadeiras fora de hora. Avó falou tá falado. Brincadeira tem hora já alerta o samba e a capoeira mesmo sendo brincadeiras, vadiação. Conselho atendido. O Pontinho de Ludicidade tem constatado como sinal desses tempos, que muitos dos alunos envolvidos no projeto são criados pelos avós, substituindo os cuidados de pai e mãe, alguns desses sem tempo para cuidar dos filhos no dia a dia. Assim menino criado com vó já não têm aquela conotação de antigamente: menino amarelo. Com muita ou pouca gente manteve-se o hábito e aula de inglês se desenrolou...

Enquanto a aula de inglês se desenrolava Vitor, Rafaela e Gerson se ocupavam com outras atividades - brincadeiras: desenhar, internet, zarabatana, um fustigando o outro, vez em quando uma birra.

Na ocasião enquanto desenhava Vitor, indagado sobre algumas coisas da sua vida passou essas informações sobre seus gostos:


Gosta de brincar de bicicleta, skate, bola, baleô. Capoeira ele adora: “capoeira é minha vida”. Tocar berimbau, pandeiro, caxixi, agogô, tocar tambor, brincar de corda, balanço no parque da Casa da Mandinga. Gostaria que seu pai e sua mãe estivessem na Academia de Capoeira. Disse que tem dois pais. Um é Bilinho que mora na Espanha: “todo dia eu choro com saudades dele”.

Obs: Se pela de medo, sai correndo, toda vez que se lê para ele o cordel A Luta do Mestre Gigante contra o Lubizone. Parece treta....



O dever de casa de Minie (uma blog historinha):

Nessa sexta feira bamba, Agnes Maria, trouxe seu dever de casa, por ela solicitado para fazer. Foi sugerido a ela o tema: uma menina capoeira e desenhos. Olha só o resultado:

A menina capoeirista

Era uma vez uma menina. Ela era bonita, quieta. Chegou um certo dia que a mãe dela botou ela na Mandinga. Um mês depois aprendeu a gingar direito. Ela disse à mãe: Mãe a Mandinga é muito legal, eu até sei gingar. - Òh! A mãe pergunta: qual o nome do professor? A menina respondeu. Tenho quatro professores: Chipa, Guerreiro, Algodão e Tucano.

Ha, meu Deus, são 14 horas. Tchau mãe, vou para a capoeira. Beijos. Depois de uma hora, a menina chegou. A mãe dela disse: filha por que hoje demorou uma hora? A filha respondeu: eu te disse, mãe, quando eu fui para a capoeira, que também ia sair com Maria, Juliana, Agnes, Camila, Bia, Thiago e Felipe. Te amo!



Ensaio do jogral

Nesta sexta feira teve prosseguimento o ensaio do jogral. A idéia é fazer uma leitura sonorizada e com algumas imagens via suporte eletrônico do cordel de Victor Garcia a A Luta do Mestre Gigante contra o Lubizone, que faz muito sucesso no meio da garotada, para apresentá-lo, em breve, em data ainda a ser estabelecida. Os ensaios foram comandados por Sapoti, e o treino da leitura, acompanhada de sonoplastia fez um enorme sucesso. De início, uma balburdia capaz de inviabilizar o projeto se instalou: o tudo no tudo (tocar todos os instrumentos) queria a garotada. Quando começou a ler a história, Vitor, aquele que tem medo do Lubizone se picou novamente.

Inviabilizar nada: balburdia de menino é coisa boa. Pode ser sinal de bom gosto. E era: todos se integraram e curtiram. Briga, se mais teve foi para participar mais ainda. Melhor ainda o rap Xarope se integrou ao projeto e vai enriquecer a leitura com seu talento.

Ah sim... Olha só: o Vitor que se pelava de medo do Lubizone se integrou naturalmente na atividade e ainda fez lambança para participar. Treteiro...



O rap

Com o ensaio do jogral a temperatura da alegria da sexta feira bamba começou a subir. Quando chegou a vez do rap esquentou mais ainda. Xarope, que comparece todas as sextas, já é aguardado com ansiedade. Suas brincadeiras, brincadeiras com ar de seriedade, já foram assimiladas numa boa pela turma. A bateria que vem sendo treinada, cada dia está mais diversificada e potente, e, nesta sexta feira contou com a presença do ás do cavaquinho Ney Pontão de Cachoeira. E, cada vez mais ritmada, vai se preparando para dar fundo a poesia recitada do rap da Mandinga que se advinha, vindo por aí. Na bateria um berimbau de lata, cuja fabricação foi pesquisada na coleção de Instrumentos Musicais de Emilia Biancardi, orientadora musical do Pontinho de cultura, tocado individualmente, se transformou num instrumento de toque coletivo (A meninada tem muita arte!).


Sucesso fez uma nova brincadeira introduzida por Xarope: roubar a palavra. Uma pessoa inicia uma história e no meio da narrativa outra pessoa rouba a última palavra citada pelo narrador e a partir dela se torna narrador de outra história e assim sucessivamente. (Uma das bases narrativas do rap, que vai incrementar ainda mais a carretilha de poesia do pontinho).



E veio o break

Beleza pura a apresentação da turma do Estilo Brasil, grupo de Break do Nordeste de Amaralina, outro bairro de uma riqueza cultural inestimável, lugar onde morou o mestre Bimba. A turma é bamba e na mostra das suas habilidades a evidência de movimentos e manobras da capoeira; uma arte irmã da outra, com certeza. No decorrer da apresentação surgiram as muitas oportunidades para apresentações de capoeira, rap e de situações oportunas para as misturas da capoeira com o rap através de desafios verbais, e com o break através das habilidades corporais. Aliás de um e outro corporais da mesma forma: nestas oportunidades animadas por estas culturas, toda hora o verbo se faz carne. Por tudo, por qualquer toque se mexe o corpo. Na Casa da Mandinga (por causa da sua natureza) em se misturando tudo acontece. Aqui já se misturou capoeira angola com regional, tradicional com contemporânea, capoeira com samba, com circo, com maculelê, com a ladja da Martinica, com a mouring da Ilha de Reunion, com a bássula de Angola/África. Quando esteve presente numa dessas misturas João Grande, aquele a quem Deus mandou ao mundo para jogar capoeira, gostou e a garotada se esbalda. Como dizia aquele poeta: a alegria é a prova dos nove.

O break vai voltar...


Uma sexta que começou tão desanimada terminou em festa. Seu Régis que toma conta da casa todos os dias observou: "hoje a alta estima estava em cima."

Que assim seja com as bênçãos de Oxalá!


segunda-feira, 8 de junho de 2009

o Lançamento por Allan

Ra, ra, ra tudo de bom em primeiro lugar. Foi uma maravilha de estréia. Meu dia de celebridade, para comemorar. Antes da estréia um moço bem legal passou um filme de hip hop e depois nos fizemos brincadeiras com o que aprendemos no filme. Durante a roda de capoeira comecei a vender os meus livros. Quando terminou a roda não tinha nem mais livro... Não sobrou um para contar a história. Só posso dizer que foi super, hiper, mega, máster... Ótimo!!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nova brincadeira:curso de inglês

Mais uma brincadeira se encaixa no programa do Pontinho de Cultura: um curso de inglês, ministrado pelas amigas do projeto Yeijide, Satancy e Suleica. As professoras amigas conheceram o projeto através das ações de intercâmbio cultural que o Pontinho, promovidas pelo Centro de Estudos Afro Oriental (CEAO) que inclui o Projeto Mandinga e o Insituto Jair Moura que coordenam o Pontinho.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apresentação para Hugo Chavez

No dia vinte e seis de maio, no Palácio governamental de Ondina o Grupo Ginga Mundo se apresentou durante a assinatura de convênios do Brasil com a Venezuela. Entre os capoeiristas alguns meninos e instrutores do Pontinho se fizeram presentes e ganharam os aplausos dos convidados e de forma especial do Presidente venezuelano Hugo Chavez.


Sexta feira bamba cheia de coisas!

O lançamento do livro de Allan.

Foi o momento mais esperado do dia. Allan vendeu todos os exemplares do livro no lançamento que contou com a presença de seus familiares e pessoas da sua comunidade. Estiveram presentes brasileiros e estrangeiros, estudiosos da capoeira como Carlos Eugênio Libano Soares, capoeristas de outros grupos como Sapotí. Quem leu gostou!! Sabiá o mestre de capoeira da casa radiou alegria. A garotada curtiu na hora a leitura. Allan é fera.

As atividades da sexta feira bamba, na verdade começam a criar uma nova exepctativa e entusiasmo na Casa da Mandinga. Antigos alunos retornam, aumentou a frequência da roda... E a garotada puxando o barco...


Torneio de dominó

Três duplas foram as vencedoras através de resultados claros, mas mesmo assim houve lambança, bololô na hora da premiação. Os incormodas em cima: ninguém é besta.
O jogo do dominó como se sabe é muito praticado nos ambientes populares da Bahia. Um jogo que exige inteligência e respostas imediatas, durante o seu desenrolar. Tal e qual a capoeira.



TV Capoeira

Foi exibido e comentado pelo rap Xarope o video documental Fristyle: estilo de vida. Serviu como outra carta de apresentação para a introdução do rap nas atividades do Pontinho de ludicidade. A garatoda muita atenta testou o rap com perguntas e ele se safou legal. Tá pronto para a empreitada.

O rap no jogo

Esta presença do rap no ambiente da capoeira vai dar um bom pirão já já.
Na sexta feira, antes da roda de capoeira, Xarope divertiu a garotada com alguns exercícios e iniciou os treinamentos da orquestra de rap. Vai ter qualquer instrumento que na hora se encaixe e vá de acordo com o andamento. O berimbau de lata e de barriga, o atabaque o pandeiro a garotada incluiu. Em matéria de música a garotado não perde tempo, Ah sim os efeitos ... a turminha já anda rimando de brincadeira, pela casa e pela rua.